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    <title>Contos Populares Portugueses</title>
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    <description>A sabedoria popular fixada numa das suas mais belas formas de express&#227;o</description>
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    <pubDate>Thu, 19 Jun 2008 16:05:13 GMT</pubDate>
    <itunes:subtitle>A sabedoria popular fixada numa das suas mais belas formas de express&#227;o</itunes:subtitle>
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    <itunes:author>Lina Maria</itunes:author>
    <itunes:summary>Portuguese Popular Stories</itunes:summary>
    <item>
      <title>Episode 41 - Contos de Padres - Os Salpic&#245;es do Padre</title>
      <description>&lt;img src="http://adelina.podOmatic.com/mymedia/thumb/10069/0x0_997524.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;Conto recolhido em Espinhoso, Vinhais</description>
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      <pubDate>Fri, 30 May 2008 19:49:11 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-19</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2008-05-30</dcterms:created>
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      <dc:creator>Lina Maria</dc:creator>
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      <itunes:summary>Conto recolhido em Espinhoso, Vinhais</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 40 - Contos de Padres - O Padre e a Inoc&#234;ncia</title>
      <description>Conto recolhido em Card&#227;o, Alij&#243;</description>
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      <pubDate>Tue, 27 May 2008 08:36:30 GMT</pubDate>
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      <dc:creator>Lina Maria</dc:creator>
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    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 39 - Contos de Padres _ O Ceguinho, a Mulher e o Padre</title>
      <description>&lt;img src="http://adelina.podOmatic.com/mymedia/thumb/10069/0x0_986944.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;Conto recolhido em Macedo Cavaleiros - Alexandre Parafita</description>
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      <pubDate>Tue, 27 May 2008 08:29:25 GMT</pubDate>
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      <dc:creator>Lina Maria</dc:creator>
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      <itunes:summary>Conto recolhido em Macedo Cavaleiros - Alexandre Parafita</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 38 - O Jo&#227;o Tolo</title>
      <description>&lt;img src="http://adelina.podOmatic.com/mymedia/thumb/10069/0x0_778812.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;</description>
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      <pubDate>Thu, 08 Jun 2006 08:04:16 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 37 - Fazer mau pre&#231;o &#224; fruta</title>
      <description>&lt;img src="http://adelina.podOmatic.com/mymedia/thumb/10069/0x0_745204.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;</description>
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      <pubDate>Fri, 21 Apr 2006 23:42:08 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-18</dcterms:modified>
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      <dc:creator>Lina Maria</dc:creator>
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      <title>Epis&#243;dio 36 - O Sapateiro Pobre</title>
      <description>O SAPATEIRO POBRE
Havia um sapateiro que trabalhava &#224; porta de casa e todo o sant&#237;ssimo dia
cantava. Tinha muitos filhos, que andavam rotinhos pela rua, pela muita
pobreza, e &#224; noite, enquanto a mulher fazia a ceia, o homem puxava da
viola e tocava os seus batuques muito contente.
Ora defronte do sapateiro morava um rica&#231;o, que reparou naquele viver e
teve pelo sapateiro tal compaix&#227;o que Ihe mandou dar um saco de dinheiro,
porque o queria fazer feliz.
O sapateiro l&#225; ficou admirado. Pegou no dinheiro e &#224; noite fechou-se com a
mulher para o contarem. Naquela noite, o pobre j&#225; n&#227;o tocou viola. As
crian&#231;as, como andavam a brincar pela casa, faziam barulho e levaram-no a
errar na conta, e ele teve de lhes bater. Ouviu-se uma choradeira, como
nunca tinham feito quando estavam com mais fome. Dizia a mulher:
- E agora, que havemos n&#243;s de fazer a tanto dinheiro?
- Enterra-se!
- Perdemos-lhe o tino. &#201; melhor met&#234;-lo na arca.
- Mas podem roub&#225;-lo! O melhor &#233; p&#244;-lo a render.
- Ora, isso &#233; ser onzeneiro!
- Ent&#227;o levantam-se as casas e fazem-se de sobrado e depois arranjo a
oficina toda pintadinha.
- Isso n&#227;o tem nada com a obra! O melhor era comprarmos uns campinhos.
Eu sou filha de lavrador e puxa-me o corpo para o campo.
- Nessa n&#227;o caio eu.
- Pois o que me faz conta &#233; ter terra. Tudo o mais &#233; vento.
As coisas foram-se azedando, palavra puxa palavra, o homem zanga-se,
ati&#231;a duas solhas na mulher, berreiro de uma banda, berreiro da outra,
naquela noite n&#227;o pregaram olho.
O vizinho rica&#231;o reparava em tudo e n&#227;o sabia explicar aquela mudan&#231;a.
Por fim, o sapateiro disse &#224; mulher:
- Sabes que mais? O dinheiro tirou-nos a nossa antiga alegria! O melhor era
ir lev&#225;-lo outra vez ao vizinho dali defronte, e que nos deixe c&#225; com aquela
pobreza que nos fazia amigos um do outro!
A mulher abra&#231;ou aquilo com ambas as m&#227;os, e o sapateiro, com vontade
de recobrar a sua alegria e a da mulher e dos filhos, foi entregar o dinheiro e
voltou para a sua tripe&#231;a a cantar e a trabalhar como de costume.</description>
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      <pubDate>Sun, 26 Mar 2006 22:48:42 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-16</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2006-03-26</dcterms:created>
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      <dc:creator>Lina Maria</dc:creator>
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      <itunes:summary>O SAPATEIRO POBRE
Havia um sapateiro que trabalhava &#224; porta de casa e todo o sant&#237;ssimo dia
cantava. Tinha muitos filhos, que andavam rotinhos pela rua, pela muita
pobreza, e &#224; noite, enquanto a mulher fazia a ceia, o homem puxava da
viola e tocava os seus batuques muito contente.
Ora defronte do sapateiro morava um rica&#231;o, que reparou naquele viver e
teve pelo sapateiro tal compaix&#227;o que Ihe mandou dar um saco de dinheiro,
porque o queria fazer feliz.
O sapateiro l&#225; ficou admirado. Pegou no dinheiro e &#224; noite fechou-se com a
mulher para o contarem. Naquela noite, o pobre j&#225; n&#227;o tocou viola. As
crian&#231;as, como andavam a brincar pela casa, faziam barulho e levaram-no a
errar na conta, e ele teve de lhes bater. Ouviu-se uma choradeira, como
nunca tinham feito quando estavam com mais fome. Dizia a mulher:
- E agora, que havemos n&#243;s de fazer a tanto dinheiro?
- Enterra-se!
- Perdemos-lhe o tino. &#201; melhor met&#234;-lo na arca.
- Mas podem roub&#225;-lo! O melhor &#233; p&#244;-lo a render.
- Ora, isso &#233; ser onzeneiro!
- Ent&#227;o levantam-se as casas e fazem-se de sobrado e depois arranjo a
oficina toda pintadinha.
- Isso n&#227;o tem nada com a obra! O melhor era comprarmos uns campinhos.
Eu sou filha de lavrador e puxa-me o corpo para o campo.
- Nessa n&#227;o caio eu.
- Pois o que me faz conta &#233; ter terra. Tudo o mais &#233; vento.
As coisas foram-se azedando, palavra puxa palavra, o homem zanga-se,
ati&#231;a duas solhas na mulher, berreiro de uma banda, berreiro da outra,
naquela noite n&#227;o pregaram olho.
O vizinho rica&#231;o reparava em tudo e n&#227;o sabia explicar aquela mudan&#231;a.
Por fim, o sapateiro disse &#224; mulher:
- Sabes que mais? O dinheiro tirou-nos a nossa antiga alegria! O melhor era
ir lev&#225;-lo outra vez ao vizinho dali defronte, e que nos deixe c&#225; com aquela
pobreza que nos fazia amigos um do outro!
A mulher abra&#231;ou aquilo com ambas as m&#227;os, e o sapateiro, com vontade
de recobrar a sua alegria e a da mulher e dos filhos, foi entregar o dinheiro e
voltou para a sua tripe&#231;a a cantar e a trabalhar como de costume.</itunes:summary>
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      <title>Epis&#243;dio 35 - As Irm&#227;s Gagas</title>
      <description>Uma m&#227;e tinha tr&#234;s filhas e todas eram tatas. Para fazer que elas n&#227;o perdessem casamento, disse-lhes:
- Meninas, &#233; preciso estarem sempre caladas quando vier aqui a casa algum rapaz. Doutro modo, nada feito!
De uma vez, trouxe-lhes um noivo para ver se gostava de alguma delas, e tinha-se esquecido de repetir a recomenda&#231;&#227;o &#224;s filhas. Estavam, pois, elas na presen&#231;a do noivo, que ainda n&#227;o tinha dado sinal para quem ia a sua simpatia, quando uam delas sentiu chiar o lume. E logo disse muito lampeira:
- &#211; m&#227;e, o tutalinho fede (isto &#233;: &#171;O pucarinho ferve&#187;)!
Diz dali a outra irm&#227;:
- Tira-le o t&#233;to e mete-le a tol&#233; (isto &#233;: &#171;Tira-lhe o testo e mete-lhe a colher&#187;).
A &#250;ltima, zangada por ver que as irm&#227;s n&#227;o obedeciam &#224; habitual recomenda&#231;&#227;o da m&#227;e, exclamou:
- A m&#227;e nam di que n&#227;o falar&#225; tu? Pois agora n&#227;o tasar&#225; tu (isto &#233;: &#171;A m&#227;e n&#227;o disse que n&#227;o falar&#225;s tu? Pois agora n&#227;o casar&#225;s tu)!
O noivo, assim que viu que todas elas eram tatibitate, desatou a rir e fugiu pela porta fora.

&#171;Contos Populares Portugueses&#187; - Antologia organizada por Viale Moutinho</description>
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      <pubDate>Fri, 24 Mar 2006 01:03:42 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-05-10</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2006-03-24</dcterms:created>
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      <dc:creator>Lina Maria</dc:creator>
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      <itunes:summary>Uma m&#227;e tinha tr&#234;s filhas e todas eram tatas. Para fazer que elas n&#227;o perdessem casamento, disse-lhes:
- Meninas, &#233; preciso estarem sempre caladas quando vier aqui a casa algum rapaz. Doutro modo, nada feito!
De uma vez, trouxe-lhes um noivo para ver se gostava de alguma delas, e tinha-se esquecido de repetir a recomenda&#231;&#227;o &#224;s filhas. Estavam, pois, elas na presen&#231;a do noivo, que ainda n&#227;o tinha dado sinal para quem ia a sua simpatia, quando uam delas sentiu chiar o lume. E logo disse muito lampeira:
- &#211; m&#227;e, o tutalinho fede (isto &#233;: &#171;O pucarinho ferve&#187;)!
Diz dali a outra irm&#227;:
- Tira-le o t&#233;to e mete-le a tol&#233; (isto &#233;: &#171;Tira-lhe o testo e mete-lhe a colher&#187;).
A &#250;ltima, zangada por ver que as irm&#227;s n&#227;o obedeciam &#224; habitual recomenda&#231;&#227;o da m&#227;e, exclamou:
- A m&#227;e nam di que n&#227;o falar&#225; tu? Pois agora n&#227;o tasar&#225; tu (isto &#233;: &#171;A m&#227;e n&#227;o disse que n&#227;o falar&#225;s tu? Pois agora n&#227;o casar&#225;s tu)!
O noivo, assim que viu que todas elas eram tatibitate, desatou a rir e fugiu pela porta fora.

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